Ministro afirma que o país está pronto para a mudança e destaca a demanda da população por mais tempo livre
O ministro do Trabalho e Emprego, Luiz Marinho, defendeu nesta segunda-feira (30) o fim da escala 6x1 e a redução da jornada semanal de 44 para 40 horas, sem corte de turnos. Segundo ele, o Brasil já reúne condições para avançar na mudança, que respondem a uma demanda crescente de trabalhadores por mais tempo para a vida pessoal.
Pela manhã, o ministro participou de audiência pública na Assembleia Legislativa de São Paulo (Alesp) sobre o tema. À tarde, reuniram-se com empresários do setor de ativos e conservação para discutir os impactos da medida.
Luiz Marinho defendeu a importância da aprovação do projeto de lei sobre o tema, que está em discussão no Congresso Nacional. "O povo está exigindo mais tempo para si, para a família, para a educação, para a cultura, para o lazer. É um direito das pessoas", disse.
Nos casos específicos de cada setor, o ministro ressaltou a importância das negociações coletivas e afirmou que a economia brasileira está pronta para absorver os impactos da redução da jornada de trabalho. "O fim da escala 6x1 é uma escolha cultural. É mais do que uma necessidade financeira", pontudo.
Durante a audiência no auditório Franco Montoro, da Alesp, Luiz Marinho lembrou que o Brasil tem 48 milhões de trabalhadores formalizados e 44,5 milhões com carteira assinada, dos quais 66% já trabalham na escala 5x2. Contudo, há ainda o desafio de ampliar esse direito a todos os trabalhadores, ressaltou o ministro.
"Jornadas longas para o desgaste físico e mental, causam mais acidentes e aumentam o absenteísmo. Precisamos de gente na rua, curtindo mais cultura, música e educação. Não precisamos dessa insanidade de trabalhar todos os sábados, domingos e feriados", afirmou.
Debate com os trabalhadores
A audiência pública "6×1 Não! Uma nova jornada pela vida e trabalho" foi convocada pelo deputado estadual Luiz Claudio Marcolino (PT-SP). O evento foi aberto ao público e contou com a participação de representantes sindicais, especialistas e lideranças da sociedade civil.
O deputado afirmou que essa é uma luta importante para a classe trabalhadora. “Fazer esse debate neste momento é uma forma de pressionar a Câmara dos Deputados para aprovar a proposta”, disse Marcolino.
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Fonte: MTE