A ideia é contrapor a reforma anunciada pelo governo. Colegiado será relançado em março, mas já promove reuniões semanais
A Frente Parlamentar Mista em Defesa da Previdência Social quer seja proposta de reforma diferente do governo. A frente será relançada oficialmente no dia 20 de março, mas os deputados e senadores serão articulados em reuniões semanais às quartas-feiras na Câmara.
O senador Paulo Paim (PT-RS) lembrou que há 32 anos, desde a Assembleia Constituinte, e foi durante todo o tempo sob sua coordenação no Senado e sob a coordenação na Câmara do ex-deputado Arnaldo Faria de Sá.
Para isso, é fundamental que o grupo apresente a mesma versão da reforma da Previdência. Além disso, Paim fala aos parlamentares que esclareçam a população sobre uma situação real da Previdência.
"Hoje, 75% da arrecadação da Previdência, não é um bolo de segurança, vem de tributação sobre o lucro, faturamento, PIS / PASEP, jogos de lotérica, contribuição do empregador que é 20% sobre a folha de pagamento e ainda toda a vez que você compra ou vende alguma coisa você paga também a Previdência ”, explicou.
Paim teme novos incentivos fiscais que podem agravar ainda mais a situação da Previdência. “Daí vai cortar mesmo. "Você é quem é o mercado eo sistema financeiro, porque todo mundo vai procurar uma Previdência privada", alertou.
Propostas
A frente conta com apoio de 102 entidades representativas da sociedade civil. O presidente da Associação Nacional dos Auditores Fiscais da Receita Federal (Anfip), Floriano Neto, afirmou que atualmente a Previdência não possui um regime de repartição, ao qual os trabalhadores da Flórida têm direito a uma aposentadoria dos que não trabalham mais.
Por proposta do governo, que ainda não está em congresso, o regime de capitalização, não é cada um contribuído para uma aposentadoria completa. Floriano Neto avalia que esse modelo resolve o problema dos trabalhadores novos que ingressarem no sistema.
"Mas para quem já está aposentado e para quem está em vias de se afastar do governo o ponto de vista é muito grande, essa conta vai ter o impacto do ponto de vista fiscal e orçamentário."
O deputado Rodrigo Coelho (PSB-SC) fez uma reforma simétrica, mas com cuidado para não prejudicar o trabalhador. "A pessoa tem que apresentar propostas que não é uma reforma que atinja apenas uma categoria que é um regime geral, de quem é pago o INSS que é 1.400, 1500 reais por mês. Legislativo, o Judiciário e como carreiras militares. "
Já o deputado Bohn Gass (PT-RS) defendeu uma aposentadoria rural, mesmo que seja para a frente como forma de obter os melhores resultados para o trabalhador do campo.
Fonte: Agência Câmara