Dia 30, sindicalistas da Força Sindical, UGT e CTB reuniram-se em Brasília com Michel Temer e seu staff para tratar da prometida liberação de recursos sindicais retidos indevidamente no Ministério do Trabalho. O encontro retomou tratativas que eram feitas até a Pasta do Trabalho ser envolvida no imbróglio Cristiane Brasil e em escândalos posteriores.
Chamado de “buraco negro”, o volume de recursos é ainda desconhecido, mas se trata de verba não repassada a entidades de classe por oito anos. Ao que consta, a liberação favoreceria Confederações, Federações, alguns Sindicatos e também Centrais.
Miguel - Miguel Torres, presidente da Força e da CNTM (Confederação Nacional dos Trabalhadores Metalúrgicos), foi um dos sindicalistas presentes ao encontro com Temer. A reunião teve participação do ministro do Trabalho Caio Vieira Mello, a advogada-geral da União Grace Mendonça e representante do Ministério da Fazenda. Compareceram também Lourenço Prado, dirigente nacional da UGT, e Mário Teixeira, da CTB.
Em contato com a Agência Sindical, o forcista Miguel Torres informa que o governo prometeu, “até dia 12 de setembro, publicar a Portaria da liberação dos recursos, com as normas para o acesso pelas entidades com direito comprovado, após identificação dos depósitos”.
Ele acredita que são grandes as chances da liberação ocorrer. “Além da disposição demonstrada por Temer, a Advocacia Geral e o Ministério da Fazenda afirmaram durante a reunião ser favoráveis ao desembaraço dos recursos para as entidades”, relata.
Para o dirigente da Força Sindical, é importante deixar claro que as entidades não foram ao governo tratar de eventuais novas formas de custeio. “O que fizemos foi retomar tratativas interrompidas em março. O que é nosso, comprovadamente, não tem razão pra ficar retido”, ele argumenta.
Corte - Vale lembrar que a lei trabalhista 13.467 acaba com a contribuição sindical compulsória, o que afeta gravemente as finanças sindicais. Já o Sistema S - controlado pelas federações patronais - foi mantido intacto, montado em algo próximo a R$ 19 bilhões.
Fonte: Agência Sindical