Notícias | Sindicalismo repudia violência contra Servidores de São Paulo

O sindicalismo reagiu com rapidez e firmeza à violência que atingiu os servidores municipais de São Paulo, quarta, dia 14. Eles foram brutalmente agredidos pela Guarda Civil Metropolitana e a PM, quando se manifestavam na Câmara dos Vereadores, contra mudanças drásticas nas regras da aposentadoria, que, na prática, provocarão redução salarial. A mando do prefeito Doria (PSDB), a forças policiais lançaram bombas de gás, spray de pimenta e dispararam balas de borracha.


Os Servidores combatem o Projeto de Lei 621/2016, que eleva as contribuições para até 19% do salário de ativos e inativos. O projeto - cujo texto só chegou à Câmara na própria quarta - passou no mesmo dia pela Comissão de Constituição e Justiça, onde foi aprovado por 6 a 3. Restam ainda duas Comissões, antes de ir a plenário.


Entidades - CUT, Força Sindical, CTB, Nova Central, UGT, Sinesp, Metalúrgicos de SP e outras publicaram Nota de Repúdio. A manifestação do Sinesp, que representa os especialistas em Educação, diz: “Prefeito João Doria Júnior, baixe as suas armas!” Segundo a entidade, “o PL 621/16 destrói as carreiras e joga na lata de lixo a Previdência Municipal e o direito a uma aposentadoria minimamente digna”.


Centrais - A Força, por meio do secretário-geral, João Carlos Goncalves (Juruna), também critica a violência: “Reiteramos total solidariedade aos professores, cuja luta é justa e visa resguardar direitos e interesses legítimos conquistados ao longo de muitas batalhas”. Segundo Juruna, a criminalização da luta dos trabalhadores “é inaceitável” e reproduz que o movimento social é “coisa de polícia”.


CTB - A Central também repudiou a repressão, denunciando que episódios como esse “revelam o caráter reacionário dos governos tucanos liderados pela dupla Alckmin e Doria, que agem como inimigos da classe trabalhadora”. Segundo o presidente Adílson Araújo, o projeto “significa um confisco salarial inaceitável”.


CUT - O presidente da CUT-SP, Douglas Izzo, que estava no ato, condena a atitude do prefeito. “Esse governo trata os trabalhadores como caso de polícia. Ao invés de abrir um canal de discussão, joga a polícia contra nós”, afirma.


Nova Central - “A Nova Central-SP se solidariza com os Servidores e repudia com veemência a prática dos governos tucanos de tratar demandas trabalhistas como caso de polícia”, diz nota assinada por Luiz Gonçalves (Luizinho).


Simpeem - Celito Gomes, secretário-geral do Sindicato dos Profissionais em Educação no Ensino Municipal de São Paulo, declarou à Agência Sindical que a greve da categoria alcança 98% das escolas. "O episódio de violência que sofremos e a ação truculenta da Polícia só aumentam nossa disposição e a vontade da categoria de aderir à mobilização".


MP - O deputado Carlos Giannazi (Psol) acionou o Ministério Público para que investigue e puna criminalmente os responsáveis pelos ataques a professores e demais servidores. “A violência empregada foi um crime absurdo e inaceitável”, frisa o parlamentar.

Fonte: Agência Sindical