Aconteceu quarta-feira (4/5) no Auditório Nereu Ramos da Câmara dos Deputados em Brasília, das14h00 às 18h00, o lançamento da (Campanha Nacional Pró – 40 horas semanais), pela aprovação da PEC 231/95 (Proposta de Emenda Constitucional) que reduz a jornada de trabalho sem redução salarial, com aumento do adicional de horas extras de 50% para 75%.
Esta reivindicação histórica do movimento sindical para gerar empregos e reduzir o excesso de jornada, tramita no Congresso Nacional, há 19 anos. No evento deputados (as) discursaram, assinaram manifesto de apoio a justa luta dos trabalhadores (as), que visa pôr fim a uma das mais intensas jornada de trabalho do mundo.
O presidente Nacional da Nova Central, Sr. José Calixto Ramos, afirmou que esta nova etapa em defesa de uma reivindicação tão nobre e importante para o desenvolvimento do Brasil, só atingirá o êxito desejado, se tivermos também, o apoio do Governo Federal, que exerce influência decisiva nos parlamentares da Câmara dos Deputados e Senado Federal.
“Estamos preparados e convictos de que, se aprovado PEC, ela proporcionar para os trabalhadores (as) e o setor produtivo, vantagens como redução de acidentes e adoecimentos relacionados ao trabalho, incremento aos níveis de emprego e renda, favorecimento na educação, qualificação profissional, no convívio social e familiar, direito ao lazer, mais postos de trabalho dentre outros objetivos”.
Em sua opinião a situação atual no Brasil em relação ao tempo de trabalho é muito negativa para os trabalhadores (as). Que a longa jornada, associada às horas extras, ritmo intenso de trabalho, flexibilização da jornada em favor dos empregadores, todo isso e as últimas grandes alterações na legislação do tempo de trabalho, só favoreceram os empresários nos últimos 25 anos.
De acordo com Sr. Calixto, levantamento da Organização Internacional do Trabalho (OIT), do ponto de vista da saúde, estima-se que os acidentes de trabalho e as doenças ocupacionais resultem numa perda anual de 4% de toda a riqueza produzida no mundo. “Sendo que aqui, ainda somos campeões mundiais nestes quesitos, infelizmente”, desabafa.
Fonte: NCST